Sobe para 94 o número de mortos em desabamento na Flórida

Socorristas caminham diante do entulho do Champlain Towers South, em Surfside, região de Miami (EUA), nesta quinta (8) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Socorristas caminham diante do entulho do Champlain Towers South, em Surfside, região de Miami (EUA), nesta quinta (8) — Foto: Shannon Stapleton/Reuters

Autoridades dos Estados Unidos retiraram, nesta madrugada, mais quatro corpos sob os escombros do prédio que desabou na região de Miami. A contagem nesta segunda-feira (12) chegou a 94 mortos.

Após 19 dias de buscas, as equipes já identificaram 83 corpos de ex-moradores do edifício e seguem na busca por mais 22 desaparecidos que estariam no local na hora do desabamento.

Daniella Levine Cava, prefeita da região de Miami, explicou que as buscas precisaram ser suspensas temporariamente durante a noite por riscos de raios na região.

Ajuda israelense

A equipe israelense de busca e resgate chegou ao sul da Flórida logo depois que o prédio desabou em 24 de junho para ajudar na operação. Eles retornam para casa neste domingo.

A equipe israelense usou plantas do prédio para criar imagens 3D detalhadas do local do desastre para ajudar na busca.

Eles também coletaram informações de famílias de desaparecidos, muitos dos quais eram judeus, para construir uma maquete cômodo por cômodo, mostrando onde as pessoas teriam dormido durante o colapso antes do amanhecer.

Na noite de sábado, membros da comunidade caminharam pela Collins Avenue, a principal via da cidade, para celebrar as equipes que vieram de todo país e o auxílio de Israel e do México – que também enviou socorro.

Presidente do Paraguai vai a Miami

Entre as vítimas, está Sophia López Moreira, cunhada do presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Ele e a primeira dama paraguaia viajaram na sexta-feira a Miami.

Além de Sophia, o marido dela, os três filhos do casal e a babá da criança estavam no prédio que desabou.

O prédio abrigava dezenas de famílias de diferentes partes da América Latina — muitas vezes como residência temporária, na madrugada. Há, inclusive, brasileiros entre os desaparecidos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *