Reator nuclear chinês é fechado após incidente com combustível

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Imagem de 2013 da usina de Taishan, na China — Foto: Peter Parks/AFP

Imagem de 2013 da usina de Taishan, na China — Foto: Peter Parks/AFP

A central nuclear de Taishan na China, teve uma falha há um mês e meio e foi fechada para manutenção, anunciou, nesta sexta-feira (30) o operador da usina, o China General Nuclear Power Group (CGN).

O ministério chinês do Meio Ambiente e a Autoridade de Segurança Nuclear indicaram que houve um aumento da radioatividade dentro de um dos reatores causado “por cerca de cinco barras de combustível danificadas”.

 

Esse fenômeno foi descrito como comum pelas autoridades. O aumento da radioatividade ocorre devido a “fatores incontroláveis” durante os processos de fabricação, transporte ou instalação na central nuclear.

As varetas de combustível contêm pastilhas de urânio e fornecem a energia que alimenta um reator nuclear. Segundo a CGN, a empresa chinesa que gerencia a usina, o fechamento não representa nenhum perigo iminente: os danos às varetas com pastilhas de urânio “continuam dentro dos parâmetros admissíveis das especificações técnicas” e o reator poderia ter “continuado a operar de forma estável”.

O objetivo do fechamento é “descobrir a causa dos danos que afetam o combustível e substituir o danificado”, segundo nota da empresa.

No comunicado da empresa, afirma-se que a decisão foi tomada após uma conversa entre as equipes da China e da França —a usina funciona como uma parceria com a empresa nuclear francesa Framatome.

A Framatome já havia anunciado, no mês passado, que houve um “inconveniente de funcionamento” da usina, depois que a emissora de notícias americana CNN informou sobre um possível vazamento radioativo.

Porém, a Framatome afirmou depois que “apoiava a resolução de um problema de rendimento” no local, mas que segundo “os dados disponíveis, a central operava dentro dos parâmetros de segurança”.

A usina de Taishan começou a operar em 2018. Foi a primeira em todo o mundo a utilizar um reator nuclear de tecnologia EPR de última geração, que usa água pressurizada.

Projetos de usinas com essa tecnologia têm sofrido anos de atraso em em países europeus, como Reino Unido, França e Finlândia.

A usina chinesa está localizada na zona costeira da grande província de Guangdong, a mais populosa do país, a poucas dezenas de quilômetros dos territórios semi-autônomos de Macau e Hong Kong.

No momento do incidente, a China minimizou os riscos e explicou que os níveis de radioatividade na usina eram normais.

Tecnologia francesa

Lançada em 1992, a tecnologia EPR é considerada uma joia do setor nuclear francês e foi desenvolvida pelo grupo francês Areva e pela alemã Siemens como parte de sua subsidiária conjunta, embora a empresa alemã tenha se retirado posteriormente.

A francesa EDF detém uma participação de 30% na usina de Taishan. A operadora chinesa CGN detém os 70% restantes.

Veja abaixo um vídeo sobre os 10 anos do acidente na usina de Fukushima, no Japão.

 

 

Acidente nuclear na usina de Fukushima completa 10 anos esta quinta (11)

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