Haiti: juiz e oficiais de Justiça afirmam que investigação de assassinato de presidente tem irregularidades e há pressão para mudar testemunhos

Assassinato, gangues e instabilidade política: o que está acontecendo no Haiti

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Um juiz e dois oficiais de Justiça que foram ao local onde Jovenel Moise, do Haiti, foi assassinado, têm sofrido pressão para alterar depoimentos de testemunhas e sido ameaçados de morte, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (3) pelo “New York Times”.

Marcelin Valentin e Waky Philostène, os oficiais de Justiça, e Carl Henry Destin, o juiz, pediram apoio das autoridades de segurança, mas foram ignorados.

Soldados guardam o caixão de Jovenel Moise, presidente assassinado do Haiti, durante o funeral oficial iniciado nesta sexta-feira (23) — Foto: AFP/Valerie Baeriswyl

Soldados guardam o caixão de Jovenel Moise, presidente assassinado do Haiti, durante o funeral oficial iniciado nesta sexta-feira (23) — Foto: AFP/Valerie Baeriswyl

Os três afirmam terem presenciado violações de procedimentos de investigação.

A polícia tirou corpos de lugar e levou parte do material que poderia servir como evidência no local. Além disso, impediu a presença do juiz e dos oficiais na cena.

Moise tomou mais de 12 tiros em seu quarto.

Desde o crime, mais de 50 suspeitos já foram presos. Desses, 44 ainda estão detidos (entre eles, estão os 18 mercenários colombianos acusados de participar do crime). Mais de dez seguranças de Moise foram presos também.

Pela lei do Haiti, os suspeitos devem ser processados em até 48 horas. Se isso não acontecer, eles devem ser liberados.

 

 

Funeral do presidente do Haiti Jovenel Moise é interrompido por tiros do lado de fora

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Lembre o caso

O presidente foi encontrado morto em sua residência nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti, em 7 de julho, depois que um grupo de homens fortemente armados invadiu a casa ao amanhecer.

Sua esposa, Martine, ficou ferida no atentado e foi levada a um hospital em Miami, nos Estados Unidos, para se recuperar.

As autoridades haitianas iniciaram uma perseguição contra o grupo que supostamente perpetrou o assassinato.

No dia 20 de julho, Ariel Henry assumiu como o primeiro-ministro do país.

 

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